Tudo muito as claras, despudoradamente as claras, sem rodeios ou vontade de esconder o que se quer, hoje, Franz Kafka e George Orwel deram suas reviradas nos seus caixões, pois jamais pensariam que aquilo que eles escreveram respectivamente em 1925 e 1949 seria uma realidade. Isso estamos vivendo duas distopias iguais aquelas contadas nas obras de ficção batizadas de "O Processo" e "1984". Para quem não leu ambas, a primeira conta a estória do personagem Josef K, o qual é vitima de um sistema judiciário despótico. Josef K é processado sem saber o motivo, sendo perseguido sem saber as causas reais de sua perseguição. Kafka retrata o autoritarismo da Justiça que se vê com o poder nas mãos para condenar alguém, sem lhe oferecer meios de defesa, ou ao menos conhecimento das razões da punição. Uma fantasmagórica obra que deixa-nos reflexivos sobre a concentração de poder nas mãos de uma única pessoa ou grupo de pessoas que fazem o que bem entende, sem qualquer justificativa amparada pela lei. Parece mentira, mas uma realidade que se passam perante os nossos olhos nos dias atuais. De outra banda, George Orwel faz o arremate para nos deixar mais assustados ainda, com medo de que aquilo que ele escreve possa se tornar realidade. Em 1984, o pobre coitado do personagem chamado Winston Smith trabalhada para um coisa chamada de "Ministério da Verdade", lá, Smith tem como incumbência analisar tudo que é escrito e aplicar a censura que o Partido Externo estabelece para fazer um revisionismo na história. Foi nessa obra que surgiram os conceitos, como Grande Irmão, duplipensar, crime de pensamento, novilíngua, buraco da memória, Quarto 101, teletela e 2 + 2 = 5, popularizando o adjetivo orwelliano, que descreve o engano oficial, a vigilância secreta e a manipulação da história registrada por um Estado totalitário ou autoritário. Tudo parece ficção, mas, nos tempos atuais, a ficção kafkiana e orwelliana já começa a se comportar como uma realidade, começa a romper as muralhas da ficção para se tornar um monstro que certamente irá devorar a nossa sociedade. Todo cuidado é pouco, é o aviso que nossos saudosos autores deixaram para a humanidade.
sábado, 14 de agosto de 2021
quarta-feira, 16 de junho de 2021
Segundo o New York Times, nos EUA morreram de Covid-19 600 mil pessoas, com 33,5 milhões de contaminados. No Brasil, até agora, nas últimas 19 horas, foram 491 mil óbitos, com 17,5 milhões de contaminados, na Índia 380 mil morte, com 29,6 milhões de contaminados e na China, pasmem, 4.636 morte e 91.492 casos. Tais dados demonstram acima de tudo algo muito estranho em relação ao número de contaminados no mundo e no país que se originou o vírus. Até 9 de junho, o vírus havia infectado mais de 174 milhões de pessoas, ocasionando cerca de 3,75 milhões de mortes em todo o mundo. Depois que muitos terem falado que seria uma teoria conspiratória a alegação de que o vírus era artificial, ou seja, criado em laboratório, surgiram várias informações de que efetivamente existiam indícios de que o vírus teria sido criando artificialmente, sendo que o então Dr. Fauci relatou ao PolitiFact tal possibilidade. O Wall Street Journal jogou gasolina na fogueira divulgando que três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan adoeceram em novembro de 2019., mesmo período em que grande parte dos virologistas alegam que o vírus começou a se disseminar. No programa de notícia exibido no youtube "China em Foco", um economista chinês parabenizou a China pelo resultado positivo na guerra econômica e na "guerra biológica", comentário esse que imediatamente foi retirado das rede sociais, ou melhor, do referido programa. Segundo estudos, no início da pandemia a China tinha em seus estoques para pronta entrega, 4 bilhões de mascaras e outros insumos necessários a fazer frente a pandemia, tornando-se o maior e único fornecedor de equipamentos de proteção individual do mundo, sem contar matéria prima para confecção de medicamentos e equipamentos. Essas informações estão disponíveis em qualquer pesquisa na internet, não sendo obra de minha imaginação. As conclusões quanto ao enredo dessa história são fáceis de se chegar, basta fazer o que o bordão extraído do filme "All the President's Men", faz: "Follow the money" (traduzido para português como "Siga o dinheiro").
segunda-feira, 17 de maio de 2021
Algumas coisas interessantes que somente estudando a fundo determinado assunto é que conseguimos achar. Eu, como amante do disco de vinil, nunca me fiz a pergunta qual seria o primeiro disco de vinil gravado com uma musica ? Primeiro é bom destacar que o disco de vinil somente passou a existir porque Thomas Edison em 1877 inventou o tal fonógrafo. Em 1886 a dupla Charles Summer Tainter e Chichester Bell aperfeiçoam a invenção de Edison e criaram o então Gramofone, o qual somente passaria a utilizar o disco redondo como conhecemos em 1888 quando Emile Berliner mais uma vez aperfeiçoa a invenção de Edison. A partir daí várias coisas aconteceram até que fora feita a primeira gravação acústica de uma musica para um disco. O artista inovador foi Enrico Caruso, que gravou as opera Manon-Il Sogno (Jules Émile Frédéric Massenet), Mefistofele (Enrico Giuseppe Giovanni Boito) e Aida (Giuseppe Verdi), todas em 1902. Em 1904 Caruso grava parte da ópera Pagliacci, denominada "Vesti la Giubba", sendo que esse último disco foi a primeira gravação da história a vender 1 milhão de cópias. Procurei no mercado esses discos para saber qual seria o preço de cada um, porém os mesmos não estão disponíveis para venda. Na foto o primeiro disco a vender 1 milhão de cópias na história.
domingo, 16 de maio de 2021
Como todos sabem, a mídia de vinil, ou melhor, o disco de vinil tão cultuado nos dias atuais, tem entre suas qualidades a arte que é desenvolvida nas suas capas. Além da musica, a capa do vinil é uma obra de arte a parte, tanto que colecionadores compram o mesmíssimo disco só porque possuem capas diferentes. Entre os grandes e mais conceituados artistas que produzem esse tipo de arte Peter Saville é incomparável. Para quem teve o cuidado de ler na capa dos discos da cultuada banda de Manchester New Order vai saber muito bem quem é Peter Saville. Pois bem, entre as muitas capas produzidas por esse artista a que mais se destaca pelo seu conteúdo histórico é a capa do disco Movement, o primeiro da banda New Order, lançado em 1981. Peter Saville para fazer a capa copiou uma das mais importante obras de arte de Fortunato Depero, o papa da arte moderna italiana e idealizador do movimento denominado Futurismo Trentino. Na foto o pôster que acabou por servir de inspiração para Peter Saville fazer a capa do primeiro disco do New Order.

quarta-feira, 7 de abril de 2021
Fiquei muito feliz em saber que a produtora HS RECORDS dos amigos Edinho Chagas e Vinicius Nape atendendo a um pedido meu, resolveu fazer uma versão para musica Rise do trompetista Herb Alpert. A musica Rise foi lançada no álbum homônimo de 1979. Herb Alpert é considerado um dos maiores trompetista dos último cinquenta anos. Iniciou sua carreira com grupo "Herb Alpert & Tijuana Brass", sendo fundador da gravadora A&M Records juntamente com Jerry Moss. Segundo informações o primeiro disco foi o The Lonely Bull (1962), porém consta como primeiro álbum lançado o "Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brasil '66", de1966. Herb além de trompetista, é compositor, arranjador, cantor, produtor, pintor e escultor, tendo lançado seu último trabalho em 2018.
No mesmo disco Rise, de Herb Alpert, tem a versão original da musica "Street Life", composição de Joseph Leslie Sample e Wilbur H. Jennings. A musica já foi interpretada por vários cantores, entre os quais Randy Crawford, The Crusaders, Joe Sample e ainda a versão bombástica de Jill Scott (Scott Wozniak Remix). https://youtu.be/qSP3hCA13Nw.
domingo, 4 de abril de 2021
CIRCULO MILITAR DE BELÉM
Até hoje fico me perguntando porque os historiadores usaram o somente desgraçado do Hitler como o boi de piranha e deixaram de lado o grande assassino de todos os tempos, Mao Tse Tung. Lendo a biografia escrita por Jung Chang e Jon Halliday, verifica-se de imediato que o tal Mao tinha verdadeira aversão a trabalho, além disso os 60 milhões que sucumbiram nas mãos dele não abalaram sua consciência. Entre os três mais votados na história universal, Hitles, Stalin e Mao, o Mao ganhou de longe como o ser mais perverso que o mundo já teve. Ele tinha um instinto destrutivo que os outros dois pareciam personagens de filmes da Disney. Do livro todo, com mais de 700 páginas, entre muitas passagens escabrosas e horripilantes, a que mais me marcou foi essa que ora transcrevo: "Quando chegou à questão de como mudar a China, Mao pôs grande enfase na destruição: "o país precisa ser (...) destruído e depois reformado" Essa ideia não se aplicava apenas a China, mas também ao resto do mundo - e até o universo: "Isso se aplica ao país, à nação e à humanidade (...) A destruição do universo é a mesma coisa (...) Pessoas como eu anseiam por essa destruição, porque quando o velho universo for destruído, um novo universo se formará. Não é melhor assim ?" (pág. 28). Só para finalizar, segundo um documentário português, entre todos os lideres do PCC (Partido Comunista Chinês), o que mais se parece com Mao Tse Tung, em suas convicções ideológicas é uma tal de Ji Xiping.
