domingo, 25 de outubro de 2020

 Imaginem um local em que era frequentado das 18:00 h. às 23:00 h. pelas famílias mais conceituas de Belém, sendo que exatamente as 23:00 h, o local encerrava suas atividades e todos os clientes eram convidados a se retirar, contudo, as 23:30 h a casa reabria suas portas, sendo que para outro tipo de público. A partir das 23:30 h, o Palácio dos Bares virava um bordel, puteiro para ser mais claro, onde era frequentado pelas "mulheres do meretrício" ou seja, as putas, os viciados em jogo e toda a enturage da sociedade belenense. Outro lance muito engraçado e porque não dizer sui generes, era que a casa noturna tinha um locutor, função essas exercida com total garbo pelo Sr. Erasto Banhos, que para quem não lembra do nome, era o palhaço Alecrim que infernizava as tardes da antiga tv Marajoara. O mais engraçado em tudo isso é que o dito locutor anunciava em alto e bom som, com seu possante microfone, o nome dos clientes que adentravam na boate. Um verdadeira derrubação. Coisas que só acontecem em Belém. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Imagem a cena: - Acaba de adentrar em nosso estabelecimento o Sr. fulano de tal. kkkkk . Na foto o saudoso palhaço Arlequim que tanto infernizou as minhas tardes na TV Marajoara.




Muito interessante é a história do bairro da Condor. Repleto de eventos relacionadas a noite de Belém, porém para muitos foi um dos bairros mais bem frequentados e, para uns, o bairro mais importante da cidade, tanto que o aeroporto de Belém era na Condor, como conta Salomão Larêdo: "A importância do bairro era tanta que o aeroporto de Belém já foi na Condor. Na época em que não existia o aeroporto internacional, as aeronaves, principalmente os Catalinas, desciam nas águas do rio Guamá." Na foto a propaganda da empresa com o seu Catalina. No detalhe o trem de pouso era para pousar na água.


 Hoje vamos falar uma pouco sobre as noites de Belém. Lendo o livro de Salomão Laredo, qual seja, o que conta a história do lendário Palácio do Bares, vejo que Belém deixa muito a desejar em relação ao que era antes. Nos idos da década de 60 até o final da década de 90, Belém tinha uma noite pulsante, muitas casas noturnas alimentavam a insaciável sede dos notivagos marajoaras, sendo que o bairro da Condor ganhava de disparada no quesito quantidade. Só para se ter uma ideia, entre a Av. Alcindo Cacela e a Pe. Eutíquio funcionaram nada menos de 8 casas noturnas, ou melhor, bares e boates, sem contar àquelas que ficavam lá pelo bairro da Cremação. Na Condor funcionaram os seguintes bares: Bar da Condor, que depois se tornou Palácio do Bares, Patesko, Recinto Oriental, Royal, Lapinha, Bolero, Pink Panther, e São Jorge. Se levarmos em consideração também o perímetro da Av. Alcindo Cacela que fica na Cremação, existiram por lá o Rampa, Crocodilo, Pagode Chinês, Tapera e o Benzinho, esse último uma casa noturna destinada aos desafortunados solitários que procuravam na noite uma companhia para saciar a sua solidão, obviamente pagando uma módica quantia em dinheiro. Hoje, salvo o Bolero e o Palácio dos Bares, nada disso mais existe. Na foto o Palácio dos Bares encravado na Praça Princesa Izabel no bairro da Condor.




sábado, 22 de abril de 2017

Mais uma vez os delatores falam com todas as letras que o Lula era o chefe. Mas será que era chefe mesmo ? Depois de ler atentamente as biográficas do vendilhão mor da república das bananas, nenhuma foi mais certeira em quem era o Lula do que a escrita por José Nêumanne Pinto, aquele jornalista que falou na cara do ministro Marco Aurélio que o Supremo não serve para porra nenhuma além de salvar a pele de político corrupto, falou com todas as letras quem é e quem era o Lula. O...perário que trabalhou apenas três anos no chão de uma fábrica, viu que o sindicalismos poderia lhe render bons frutos, de vendedor de ilusões, passou a vender sua alma a Deus e ao Diabo, falava de dia em proteger e defender a classe que se dizia pertencer, mas pela parte a noite vendia seus serviços para os grandes empresários. No governo do Geisel, Golbery Couto e Silva, o então chefe da casa civil, já tinha o Lula como um grande potencial politico em prol dos detentores do poder, porém, como disse Emilio O., Lula não gostava de nada além de viver bem, "era um bom vivant", porém o nome Lula era o único que serviria ao governo militar para conseguir fazer uma oposição palatável contra o então indigesto Leonel Brizola, pois a Ivete Vargas foi mais indigesta do que se imaginava. Para quem não sabe e fica defendendo o barbudo, ele nunca foi de esquerda, nunca foi ideólogo de nada, ele sempre teve em mente que a melhor forma de viver é viver numa simbiose com o poder. Em pleno regime militar, em que a esquerda era trucidada a peso de porrete, Lula, então preso, dormia no sofá do delegado e andava no banco de trás da veraneio vascaína fumando seu cigarrinho, posição muito confortável para que era um "preso politico". Para aqueles que tanto o defendem, aconselho que estudem um pouco sobre a história do "Barbudo", ou "Brama", ou "Amigos", para saberem bem quem vocês estão defendendo. Quanto a Lava Jato, mais uma vez o "Amigo" dos empreiteiros vai se safando, sendo endeusado por uma turba de idiotas que acham que o "Amigo" será mais uma vez o governante dessa nau descontrolada que se chama Brasil.



Uma pergunta que faço a vocês: qual a relação entre Batman, o filme Contos de Nova York, Coco Channel e a musica eletrônica ? Um mistureba que realmente é difícil de entender. O DJ Mauro Borges, então residente da antológica boate, ou melhor clube Nation, em São Paulo, depois de passar um tempinho no Velho Mundo, retorna ao Brasil decidido a fazer um grupo de musica eletrônica pop. Da ideia surge o "Que Fim Levou Robin", com seu antológico hit  "Aqui Não Tem Channel". Uma coisa e certa, sempre tive a máxima certeza de que para ser maluco tem que ser inteligente. O nome do grupo, formado por Mauro Borges, Eloy W., Bebete Indarte, Cláudia Pinheiro e Renato Lopes, se originou do primeiro filme do Batman, filme esse que até então o menino prodígio não existia. A musica "Aqui Não tem Channel" foi inspirada no filme Contos de Nova York, em que tinha uma personagem que era uma garotinha rica que tinha verdadeira obsessão pela grife Coco Channel. Coco Channel, sinônimo máximo de elegância, serviu para Borges fazer uma brincadeira comparando a marca com a falta de glamour que era o Brasil. O som era muito louco e cheguei a tocar várias vezes no Circulo Militar em 1990 logo no inicio quando o grupo estreou pela gravadora WEA.






https://youtu.be/_1OPewipGVs

domingo, 20 de novembro de 2016

Muito legal a reportagem Renato Fernandes para a Revista J.P de outubro de 2016 falando sobre Régine Choukroun. Mas vamos lá, abaixo a sensacional matéria em sua integra: http://glamurama.uol.com.br/regine-choukroun-a-rainha-dos-clubes-noturnos-nas-decadas-de-70-e-80/

Régine Choukroun, a rainha dos clubes noturnos nas décadas de 70 e 80



Sinônimo de festa, glamour e ousadia, Régine Choukroun imperou nas décadas de 1970 e 1980 com seus clubes noturnos Régine’s ao redor do mundo. Animou muito as noites do Rio, Salvador e São Paulo, multiplicando romances e até negócios.
Por Renato Fernandes para a Revista J.P de outubro de 2016
Em fevereiro de 1974, a majestade da noite de Paris Régine Choukroun aterrissa no Copacabana Palace para passar o Carnaval no Rio. Muitos bailes e samba na avenida (na época, ainda na Rio Branco). Embora não fosse a primeira, sua passagem pela cidade lhe rendeu poses para fotógrafos na Pérgula, muito bafafá, e o que poucos imaginavam: aqui, ela fez seus planos para investir no mercado brasileiro.
O poderoso editor Adolpho Bloch viria a ser seu principal padrinho. Também da colônia judaica, era ele quem comandava as grandes revistas de então, como Fatos e Fotos, Amiga e Manchete, publicação que acabou dedicando quatro páginas a Régine em março do ano de sua visita carnavalesca. Na entrevista a Manchete, a empresária – que comandava dois restaurantes em Paris, o New Jimmy’s e o Reginskaia, e o famigerado clube Régine’s – revelou detalhes de seu público, que não era fraco: “[Aristóteles] Onassis só bebe Coca-Cola e adora olhar os pés das pessoas, Marlon Brando é sofisticado, mas fingido. Brigitte Bardot não quer que o público a veja envelhecer. Sophia Loren está sempre representando um papel e faz isso muito bem”. No entanto, por de trás do glamour, ela nunca escondeu: ralava como poucas. Gostava de trabalhar na noite, se considerava notívaga, e nunca viajava de férias, apenas a trabalho. “Criar um clube é como criar um verdadeiro bebê. É preciso conceber, alimentar, vigiar e manter em boa temperatura”, disse ela em sua biografia Régine, Me Chame pelo Meu Nome.
Uma coisa é certa: em 1976, lança seus primeiros bebês internacionais: os Régine’s do Rio e de Salvador, ambos em sociedade com a rede hoteleira Le Meridien. No contrato, em que ela entrava com o nome, know-how, decoração e marketing, constava até quantas noites por ano ela deveria estar presente nas casas. Os sócios entravam com o capital. A especialista acompanhava tudo com rédeas curtas, cuidava pessoalmente da lista dos convidados e até dos serviços de cada garçom – ela inventou o cinzeiro no centro da mesa, com água por baixo, para que eles pudessem trabalhar mais, não tendo que trocar cinzeiros a cada instante. Até patenteou a ideia e se deu bem. Tinha entre seus amigos astros e estrelas. Sinônimo de noitada inesquecível era quando as pessoas recebiam convite com sua assinatura feita à mão, seguida por um “até breve”, como se despedia.

Do Limão à Caipirinha

Nascida em Bruxelas, filha de judeus poloneses, refugiada de guerra, conheceu pouco a mãe, que foi morar na Argentina. Seu pai, Joseph, narigudo, grandalhão e galanteador, foi quem ficou com Régine e seu irmão, Maurice. O vício em carteado acabou não permitindo que Joseph cuidasse dos filhos, que acabaram passando parte da infância em pensionatos.

Sonhava em ser princesa e estrela e conseguiu mais. Foi rainha da noite e também brilhou no palco, cantando. Vendeu milhões de discos e ganhou o importante prêmio francês Grand Prix du Disque.

Perfeccionista e com fama de exigente, pegava pesado no batente, em torno de 16 a 18 horas por dia, tudo para não passar as agruras do passado novamente: “Faço parte da raça das pessoas fortes, porque me fabriquei assim. Sofri muito quando criança, sofri com a guerra e decidi ser forte”, disse ela na entrevista da Manchete. “Paguei adiantado o meu preço de tristezas”, concluiu.

Aos 13 anos, perdeu a virgindade. Sempre pareceu ser mais velha do que era e fazia questão desse visual. Quando usava um penteado, levantava o cabelo alguns centímetros para isso. Sempre gostou de roupas esfuziantes, mesmo quando só podia tê-las na imaginação. Strass e boás era com ela mesmo. Aos 16, fez um pacto com a felicidade e a liberdade. Maridos, dois, filho, apenas um, Lionel. Do segundo marido, Roger, ganhou o sobrenome com o qual ficou famosa: Choukroun. Muitos a conhecem pelo sobrenome do pai: Régine Zylberberg.


Rio, Panteras e Fofocas

No Rio, em 1976, sua casa já era das mais badaladas. Situada no subsolo do hotel Le Meridien, no Leme, teve em diferentes momentos colaboradores como Danuza Leão, Katia Vitta e Claude Amaral Peixoto. Suas noites eram disputadas. A manequim Jane Bezerra relembra Régine a J.P: “Simpática, ela sempre chegava acompanhada de muitos amigos. Era uma mulher de negócios e suas festas de Carnaval no Rio ou em Salvador eram um escândalo. Fui em muitas”.

A loira de então, Monique Lafond era outra que gostava do Régine’s. Em 1981, bombando na capa da Playboy e na novela Coração Alado, de Janete Clair, era para lá que ela ia se divertir. “Todos iam. Artistas, alta sociedade e jet setters. Me lembro que, certa noite, saindo de lá o Chiquinho Scarpa me pediu uma carona. Ao entrar no meu carro, perguntou se era um Fusca e eu disse que sim. Ele me falou: ‘Não acredito, Monique Lafond tem um Fusca e eu estou andando de Fusca pela primeira vez’”, lembra Monique.

Outra loira que arrasava quarteirões era Vera Gimenez: “Lembro bem das noites da primavera e dos bailes de Carnaval que Régine produzia no clube. O mais interessante é que havia noites em que um lado da boate era o mais bacana, e ou outro não. Tínhamos de descobrir em qual iríamos ficar. A Lauretta [modelo], que trabalhou com ela, que inventou isso”, recorda Vera. A atriz Rose Di Primo emenda: “O Régine’s era tudo de bom. Era sempre lá e no Hippopotamus”. Foi na boate em questão que ela começou seu romance com Pedro Aguinaga, considerado o homem mais bonito do Brasil na época.

Entre outros frequentadores: Antonio Guerreiro com Ionita Salles Pinto e depois, com Sandra Bréa; Marlene Silva e o francês Alain Delon. As panteras do Ibrahim também adoravam o clube. Algumas festas de Carnaval não suportavam o tamanho da casa e Régine transferia a farra para o Canecão, caso da Le Cirque Fantastique, que recebeu gente como Joan Collins, Ursula Andress, Jane Birkin e Omar Sharif.


Régine, sempre profissional, nunca engoliu o prato preferido de alguns do high, os boatos e os mexericos. “A fofoca correu solta quando instalei como diretora do meu clube no Rio uma francesa magnífica… e negra! Ser recebida por uma pessoa negra era muito careta para certos cariocas. Mas ver essa pessoa recusar uma mesa ou mesmo a entrada, surpreendeu muitíssimo”, Régine fala de Lauretta da Martinica, que foi um dos ícones da casa e hoje mora em Paraty.

Guerra de Champanhe

Em janeiro de 1981, a revista Playboy com Denise Dumont na capa trazia a chamada “Ricardo Amaral x Régine, o Duelo dos Reis da Noite”, se referindo aos donos das boates mais importantes da época, Régine’s e Hippopotamus. A guerra borbulhante estava declarada. Em sua biografia Vaudeville: Memórias, Ricardo Amaral cita a concorrente mais de 15 vezes, algumas delas chamando-a de Tia Régine. Existe ainda uma reportagem na qual ele teria comparado a rede da belga, que chegou a ter 18 unidades ao redor do mundo, inclusive em Nova York, ao McDonald’s. A guerra entre os dois era fato e até saiu do território brasileiro, pois Amaral já conquistava Paris em ritmo de batucada com o Le 78, na Champs-Élysées.

Segundo o jornalista Geraldo Mayrink, os Matarazzo, os Scarpa, os Lacerda Soares, os Monteiro de Carvalho, os Gouthier, os Mendes Caldeira sempre estavam em um ou outro. “O Jorginho Guinle era o único que conseguia estar em ambos ao mesmo tempo”, escreveu ele certa vez.

O Régine’s paulista foi inaugurado em março de 1981 e o sócio era o empresário boa-pinta Naji Nahas. O investimento foi de US$ 3 milhões. Na festança de abertura da casa, um batalhão de famosos internacionais: Alain Delon, Mireille Darc, Ugo Tognazzi e Omar Sharif, amigo pessoal de Régine e Nahas. A boate era situada na avenida Faria Lima, mas desde o início passou por uma série de problemas, inclusive de zoneamento. Foi lá que a primeira-dama Dulce Figueiredo rodopiou nas pistas nos braços de Omar Sharif e as fotos pipocaram por toda a imprensa. Muita gente ia ao Régine’s, mas ele não vingou na noite paulistana como na carioca. “Não me lembro de ter ido ao Régine’s em SP e o clube estar lotado. O Gallery, da mesma época, era imbatível”, diz a advogada Maria Virginia Frizzo, que ia com a amiga Maria Leopoldina Splendore, filha de Maria Stella, ex-mulher do costureiro Dener. Maria Leopoldina ia vestida com criações do pai e pedia leite para tomar.

Derrocada

O RP da casa, Ovadia Saadia, trabalhou na filial paulistana do começo ao fim, no dia 14 de agosto de 1986. “Régine era uma dama de aço, com uma força espiritual intensa. Na noite de inauguração, fui fotografá-la dançando com Ugo Tognazzi e, no momento em que cliquei a foto, ela olhou firme em direção à lente e a câmera quebrou!”, ele conta. E se alguns diziam que o Régine’s paulista era cafona, Saadia rebate: “Era um lugar à frente de seu tempo”.

Lá, Julio Iglesias cantou com Amelita Baltar. Guncho Maciel era o promoter, e noites marcantes não faltaram. Certa vez, Chiquinho Scarpa chegou montado num tigre. O fato de a casa ter vários ambientes talvez fosse uma das razões do fracasso. “Você sai para ver e ser visto e isso impedia os que gostavam disso. Alguns colunistas massacravam a casa, e o Gallery reinava”, explica Saadia a J.P.

A promoter Vera Muller foi uma das responsáveis pela lista de convidados nos últimos suspiros da casa paulistana. A do Rio fechou em 1983 e reabriu de 1984 a 1987, mas quem frequentou lembra com mais saudade a primeira fase. “Régine tem mil vidas em uma. Sempre foi metida, insuportável e… fascinante”, completa Saadia.

Depois de sua passagem pelo Brasil, Régine viveu momentos marcantes, como a perda de sua coroa de majestade na noite, o falecimento de seu filho Lionel e a separação do segundo marido, Roger Choukroun. Viveu noites sem glamour, fez alguns procedimentos no rosto e hoje voltou a ser respeitada como cantora na França. Alguns ousam dizer que ela sonha em fazer um grande show no Rio e outro em São Paulo, e, se assim o for, fica aqui o desejo. Até breve, Régine."

Abaixo a capa da Revista Playboy de 1981 com uma matéria sobre a rivalidade dos reis da noite.


Outra matéria muito legal sobre o antológico Regine´s é a extraída do blog de  Alcyr Cavalcanti, abaixo transcrita em sua integralidade:

"REGINE'S: ONDE A NOITE ERA UMA FESTA




A boate Regine's ficava no subsolo do Hotel Méridien no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro. De inicio era um clube privée, o charme era ter uma carteirinha de sócio para poder frequentar a mais bela casa noturna que a cidade maravilhosa veio a conhecer. O jet-set nacional e internacional batia ponto de segunda a segunda na época da disco-music com o som inigualável de Amandio ou de Ferrugem, que manejavam as carrapetas para animar a festa. A noite fervilhava, eram os anos setenta, e muita alegria, garrafas e mais garrafas de Veuve Cliquot e de Moet et Chandon eram consumidas pela juventude dourada em festas que pereciam não ter fim. Mas veio um dia, ou melhor uma noite em que a casa caiu. Claudia Lessin Rodrigues, uma linda jovem povoada de sonhos foi brutalmente seviciada e assassinada em uma noite de embalo, que havia começado no Regine's em julho de 1976.


A bela jovem e seus acompanhantes eram frequentadores de carteirinha do Clube Privée. Claudia, fascinada pela alegria artificial foi levada para uma festa na Avenida Niemayer, onde o consumo de cocaína e outros estimulantes eram servidos "de bandeja". Seus acompanhantes eram figuras da noite internacional, Daniel Labelle sócio de Gunther Sachs Von Opel na Boutique Mic Mac na França, Georges Khour dono de um salão de beleza no Hotel Méridien e Michel Frank dono dos relógios Mondaine com sede na Suíça. Conheci Daniel Labelle em uma festa chinesa na casa de Ionita Guinle, que foi casada com Carlos Penafiel, perseguido pela ditadura, meu companheiro no Grupo Câmera de cinema. Na festa só havia dois jornalistas convidados, Rogério Carneiro e eu. Labelle era sempre convidado para festas das socialites do circuito Rio, São Paulo, Búzios, quando foi intimado a depor, voltou rapidamente para a França, Michel conseguiu ir para Suíça, mas Georges Khour foi preso e condenado embora as provas não fossem conclusivas. O laudo cadavérico foi mudado, havia muita gente fina envolvida e Claudia além de ter sido esganada, e seviciada foi atirada como um saco de lixo nas pedras da Avenida Niemayer, após a tentativa de jogá-la no mar. O corpo ficou preso nas pedras próximo ao Chapéu dos Pescadores, um platô frequentado por pescadores do Vidigal e da Rocinha. Eu trabalhava no Globo, estava no plantão da madrugada, todos os fotógrafos faziam um rodizio, exceto alguns "amigos de copo" do editor. Fui o primeiro a chegar, bombeiros estavam tentando tirar o corpo preso às pedras. Com o tempo a investigação chegou até o ponto inicial, a boate Regine's. A promoter da "boite de nuit" era a modelo Lauretta, de prestigio internacional, que tinha como uma das funções trazer pessoas de seu relacionamento para o Regine's. Era uma época em que os paraísos artificiais eram movidos à base de muita cocaína, um privilegio dos mais contemplados pela fortuna. A entrada maciça do "diabo ralado" ainda não havia acontecido, era um privilegio dos muito ricos. O "Caso Claudia Lessin" abalou as estruturas da maior e mais seleta casa noturna da cidade, a policia suspeitava da casa ser também um ponto de venda de drogas. Era necessário fazer alguma coisa, havia muito dinheiro envolvido, além do prestigio abalado, o Hotel era famoso em todo o mundo, pertencia também à companhia aérea Air France. Começou então a época de grandes atrações internacionais, para de novo fazer a noite do Regine's brilhar."


Na foto Cláudia Lessin Rodrigues assassinada em 1977 pelo empresário suíço Michel Frank, um milionário suíço-brasileiro supostamente envolvido com o tráfico de drogas. Acusado do crime, Michel fugiu para a Suíça, onde foi morto a tiros em 1989, sem nunca ter sido julgado. Segundo as investigações a noitada que acabou com a morte de Claudia começou no Regine´s.

Embora a morte de Cláudia Lessin tenha sido muito comentada na época, tal episódio não conseguiu ofuscar o brilho da boate e de sua dona.

Embora tenha se notabilizado por sua absoluta capacidade empresarial, a mesma também fez sucesso como atriz, cantora, escritora e etc.

Uma musica que muita gente andou escutando por aqui e nem imaginava que era da mesma foi a versão em francês da antológica I Will Survive. Regine fez a versão em francês com o nome Je Suvivrai, de 1979. Abaixo a capa do disco e o vídeo da musica.


A musica foi relançada em 2009 na coletânea Régine Duet´s.



https://youtu.be/jhFU16MEtR4


Uma vida devotada a arte e a noite.



Muito legal a reportagem Renato Fernandes para a Revista J.P de outubro de 2016 falando sobre Régine Choukroun. Mas vamos lá, abaixo a sensacional matéria em sua integra: http://glamurama.uol.com.br/regine-choukroun-a-rainha-dos-clubes-noturnos-nas-decadas-de-70-e-80/

Régine Choukroun, a rainha dos clubes noturnos nas décadas de 70 e 80



Sinônimo de festa, glamour e ousadia, Régine Choukroun imperou nas décadas de 1970 e 1980 com seus clubes noturnos Régine’s ao redor do mundo. Animou muito as noites do Rio, Salvador e São Paulo, multiplicando romances e até negócios.

Por Renato Fernandes para a Revista J.P de outubro de 2016

Em fevereiro de 1974, a majestade da noite de Paris Régine Choukroun aterrissa no Copacabana Palace para passar o Carnaval no Rio. Muitos bailes e samba na avenida (na época, ainda na Rio Branco). Embora não fosse a primeira, sua passagem pela cidade lhe rendeu poses para fotógrafos na Pérgula, muito bafafá, e o que poucos imaginavam: aqui, ela fez seus planos para investir no mercado brasileiro.

O poderoso editor Adolpho Bloch viria a ser seu principal padrinho. Também da colônia judaica, era ele quem comandava as grandes revistas de então, como Fatos e Fotos, Amiga e Manchete, publicação que acabou dedicando quatro páginas a Régine em março do ano de sua visita carnavalesca. Na entrevista a Manchete, a empresária – que comandava dois restaurantes em Paris, o New Jimmy’s e o Reginskaia, e o famigerado clube Régine’s – revelou detalhes de seu público, que não era fraco: “[Aristóteles] Onassis só bebe Coca-Cola e adora olhar os pés das pessoas, Marlon Brando é sofisticado, mas fingido. Brigitte Bardot não quer que o público a veja envelhecer. Sophia Loren está sempre representando um papel e faz isso muito bem”. No entanto, por de trás do glamour, ela nunca escondeu: ralava como poucas. Gostava de trabalhar na noite, se considerava notívaga, e nunca viajava de férias, apenas a trabalho. “Criar um clube é como criar um verdadeiro bebê. É preciso conceber, alimentar, vigiar e manter em boa temperatura”, disse ela em sua biografia Régine, Me Chame pelo Meu Nome.

Uma coisa é certa: em 1976, lança seus primeiros bebês internacionais: os Régine’s do Rio e de Salvador, ambos em sociedade com a rede hoteleira Le Meridien. No contrato, em que ela entrava com o nome, know-how, decoração e marketing, constava até quantas noites por ano ela deveria estar presente nas casas. Os sócios entravam com o capital. A especialista acompanhava tudo com rédeas curtas, cuidava pessoalmente da lista dos convidados e até dos serviços de cada garçom – ela inventou o cinzeiro no centro da mesa, com água por baixo, para que eles pudessem trabalhar mais, não tendo que trocar cinzeiros a cada instante. Até patenteou a ideia e se deu bem. Tinha entre seus amigos astros e estrelas. Sinônimo de noitada inesquecível era quando as pessoas recebiam convite com sua assinatura feita à mão, seguida por um “até breve”, como se despedia.

Do Limão à Caipirinha

Nascida em Bruxelas, filha de judeus poloneses, refugiada de guerra, conheceu pouco a mãe, que foi morar na Argentina. Seu pai, Joseph, narigudo, grandalhão e galanteador, foi quem ficou com Régine e seu irmão, Maurice. O vício em carteado acabou não permitindo que Joseph cuidasse dos filhos, que acabaram passando parte da infância em pensionatos.

Sonhava em ser princesa e estrela e conseguiu mais. Foi rainha da noite e também brilhou no palco, cantando. Vendeu milhões de discos e ganhou o importante prêmio francês Grand Prix du Disque.

Perfeccionista e com fama de exigente, pegava pesado no batente, em torno de 16 a 18 horas por dia, tudo para não passar as agruras do passado novamente: “Faço parte da raça das pessoas fortes, porque me fabriquei assim. Sofri muito quando criança, sofri com a guerra e decidi ser forte”, disse ela na entrevista da Manchete. “Paguei adiantado o meu preço de tristezas”, concluiu.

Aos 13 anos, perdeu a virgindade. Sempre pareceu ser mais velha do que era e fazia questão desse visual. Quando usava um penteado, levantava o cabelo alguns centímetros para isso. Sempre gostou de roupas esfuziantes, mesmo quando só podia tê-las na imaginação. Strass e boás era com ela mesmo. Aos 16, fez um pacto com a felicidade e a liberdade. Maridos, dois, filho, apenas um, Lionel. Do segundo marido, Roger, ganhou o sobrenome com o qual ficou famosa: Choukroun. Muitos a conhecem pelo sobrenome do pai: Régine Zylberberg.


Rio, Panteras e Fofocas

No Rio, em 1976, sua casa já era das mais badaladas. Situada no subsolo do hotel Le Meridien, no Leme, teve em diferentes momentos colaboradores como Danuza Leão, Katia Vitta e Claude Amaral Peixoto. Suas noites eram disputadas. A manequim Jane Bezerra relembra Régine a J.P: “Simpática, ela sempre chegava acompanhada de muitos amigos. Era uma mulher de negócios e suas festas de Carnaval no Rio ou em Salvador eram um escândalo. Fui em muitas”.

A loira de então, Monique Lafond era outra que gostava do Régine’s. Em 1981, bombando na capa da Playboy e na novela Coração Alado, de Janete Clair, era para lá que ela ia se divertir. “Todos iam. Artistas, alta sociedade e jet setters. Me lembro que, certa noite, saindo de lá o Chiquinho Scarpa me pediu uma carona. Ao entrar no meu carro, perguntou se era um Fusca e eu disse que sim. Ele me falou: ‘Não acredito, Monique Lafond tem um Fusca e eu estou andando de Fusca pela primeira vez’”, lembra Monique.

Outra loira que arrasava quarteirões era Vera Gimenez: “Lembro bem das noites da primavera e dos bailes de Carnaval que Régine produzia no clube. O mais interessante é que havia noites em que um lado da boate era o mais bacana, e ou outro não. Tínhamos de descobrir em qual iríamos ficar. A Lauretta [modelo], que trabalhou com ela, que inventou isso”, recorda Vera. A atriz Rose Di Primo emenda: “O Régine’s era tudo de bom. Era sempre lá e no Hippopotamus”. Foi na boate em questão que ela começou seu romance com Pedro Aguinaga, considerado o homem mais bonito do Brasil na época.

Entre outros frequentadores: Antonio Guerreiro com Ionita Salles Pinto e depois, com Sandra Bréa; Marlene Silva e o francês Alain Delon. As panteras do Ibrahim também adoravam o clube. Algumas festas de Carnaval não suportavam o tamanho da casa e Régine transferia a farra para o Canecão, caso da Le Cirque Fantastique, que recebeu gente como Joan Collins, Ursula Andress, Jane Birkin e Omar Sharif.


Régine, sempre profissional, nunca engoliu o prato preferido de alguns do high, os boatos e os mexericos. “A fofoca correu solta quando instalei como diretora do meu clube no Rio uma francesa magnífica… e negra! Ser recebida por uma pessoa negra era muito careta para certos cariocas. Mas ver essa pessoa recusar uma mesa ou mesmo a entrada, surpreendeu muitíssimo”, Régine fala de Lauretta da Martinica, que foi um dos ícones da casa e hoje mora em Paraty.

Guerra de Champanhe

Em janeiro de 1981, a revista Playboy com Denise Dumont na capa trazia a chamada “Ricardo Amaral x Régine, o Duelo dos Reis da Noite”, se referindo aos donos das boates mais importantes da época, Régine’s e Hippopotamus. A guerra borbulhante estava declarada. Em sua biografia Vaudeville: Memórias, Ricardo Amaral cita a concorrente mais de 15 vezes, algumas delas chamando-a de Tia Régine. Existe ainda uma reportagem na qual ele teria comparado a rede da belga, que chegou a ter 18 unidades ao redor do mundo, inclusive em Nova York, ao McDonald’s. A guerra entre os dois era fato e até saiu do território brasileiro, pois Amaral já conquistava Paris em ritmo de batucada com o Le 78, na Champs-Élysées.

Segundo o jornalista Geraldo Mayrink, os Matarazzo, os Scarpa, os Lacerda Soares, os Monteiro de Carvalho, os Gouthier, os Mendes Caldeira sempre estavam em um ou outro. “O Jorginho Guinle era o único que conseguia estar em ambos ao mesmo tempo”, escreveu ele certa vez.

O Régine’s paulista foi inaugurado em março de 1981 e o sócio era o empresário boa-pinta Naji Nahas. O investimento foi de US$ 3 milhões. Na festança de abertura da casa, um batalhão de famosos internacionais: Alain Delon, Mireille Darc, Ugo Tognazzi e Omar Sharif, amigo pessoal de Régine e Nahas. A boate era situada na avenida Faria Lima, mas desde o início passou por uma série de problemas, inclusive de zoneamento. Foi lá que a primeira-dama Dulce Figueiredo rodopiou nas pistas nos braços de Omar Sharif e as fotos pipocaram por toda a imprensa. Muita gente ia ao Régine’s, mas ele não vingou na noite paulistana como na carioca. “Não me lembro de ter ido ao Régine’s em SP e o clube estar lotado. O Gallery, da mesma época, era imbatível”, diz a advogada Maria Virginia Frizzo, que ia com a amiga Maria Leopoldina Splendore, filha de Maria Stella, ex-mulher do costureiro Dener. Maria Leopoldina ia vestida com criações do pai e pedia leite para tomar.

Derrocada

O RP da casa, Ovadia Saadia, trabalhou na filial paulistana do começo ao fim, no dia 14 de agosto de 1986. “Régine era uma dama de aço, com uma força espiritual intensa. Na noite de inauguração, fui fotografá-la dançando com Ugo Tognazzi e, no momento em que cliquei a foto, ela olhou firme em direção à lente e a câmera quebrou!”, ele conta. E se alguns diziam que o Régine’s paulista era cafona, Saadia rebate: “Era um lugar à frente de seu tempo”.

Lá, Julio Iglesias cantou com Amelita Baltar. Guncho Maciel era o promoter, e noites marcantes não faltaram. Certa vez, Chiquinho Scarpa chegou montado num tigre. O fato de a casa ter vários ambientes talvez fosse uma das razões do fracasso. “Você sai para ver e ser visto e isso impedia os que gostavam disso. Alguns colunistas massacravam a casa, e o Gallery reinava”, explica Saadia a J.P.

A promoter Vera Muller foi uma das responsáveis pela lista de convidados nos últimos suspiros da casa paulistana. A do Rio fechou em 1983 e reabriu de 1984 a 1987, mas quem frequentou lembra com mais saudade a primeira fase. “Régine tem mil vidas em uma. Sempre foi metida, insuportável e… fascinante”, completa Saadia.

Depois de sua passagem pelo Brasil, Régine viveu momentos marcantes, como a perda de sua coroa de majestade na noite, o falecimento de seu filho Lionel e a separação do segundo marido, Roger Choukroun. Viveu noites sem glamour, fez alguns procedimentos no rosto e hoje voltou a ser respeitada como cantora na França. Alguns ousam dizer que ela sonha em fazer um grande show no Rio e outro em São Paulo, e, se assim o for, fica aqui o desejo. Até breve, Régine."

Abaixo a capa da Revista Playboy de 1981 com uma matéria sobre a rivalidade dos reis da noite.


Outra matéria muito legal sobre o antológico Regine´s é a extraída do blog de  Alcyr Cavalcanti, abaixo transcrita em sua integralidade:

"REGINE'S: ONDE A NOITE ERA UMA FESTA




A boate Regine's ficava no subsolo do Hotel Méridien no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro. De inicio era um clube privée, o charme era ter uma carteirinha de sócio para poder frequentar a mais bela casa noturna que a cidade maravilhosa veio a conhecer. O jet-set nacional e internacional batia ponto de segunda a segunda na época da disco-music com o som inigualável de Amandio ou de Ferrugem, que manejavam as carrapetas para animar a festa. A noite fervilhava, eram os anos setenta, e muita alegria, garrafas e mais garrafas de Veuve Cliquot e de Moet et Chandon eram consumidas pela juventude dourada em festas que pereciam não ter fim. Mas veio um dia, ou melhor uma noite em que a casa caiu. Claudia Lessin Rodrigues, uma linda jovem povoada de sonhos foi brutalmente seviciada e assassinada em uma noite de embalo, que havia começado no Regine's em julho de 1976.


A bela jovem e seus acompanhantes eram frequentadores de carteirinha do Clube Privée. Claudia, fascinada pela alegria artificial foi levada para uma festa na Avenida Niemayer, onde o consumo de cocaína e outros estimulantes eram servidos "de bandeja". Seus acompanhantes eram figuras da noite internacional, Daniel Labelle sócio de Gunther Sachs Von Opel na Boutique Mic Mac na França, Georges Khour dono de um salão de beleza no Hotel Méridien e Michel Frank dono dos relógios Mondaine com sede na Suíça. Conheci Daniel Labelle em uma festa chinesa na casa de Ionita Guinle, que foi casada com Carlos Penafiel, perseguido pela ditadura, meu companheiro no Grupo Câmera de cinema. Na festa só havia dois jornalistas convidados, Rogério Carneiro e eu. Labelle era sempre convidado para festas das socialites do circuito Rio, São Paulo, Búzios, quando foi intimado a depor, voltou rapidamente para a França, Michel conseguiu ir para Suíça, mas Georges Khour foi preso e condenado embora as provas não fossem conclusivas. O laudo cadavérico foi mudado, havia muita gente fina envolvida e Claudia além de ter sido esganada, e seviciada foi atirada como um saco de lixo nas pedras da Avenida Niemayer, após a tentativa de jogá-la no mar. O corpo ficou preso nas pedras próximo ao Chapéu dos Pescadores, um platô frequentado por pescadores do Vidigal e da Rocinha. Eu trabalhava no Globo, estava no plantão da madrugada, todos os fotógrafos faziam um rodizio, exceto alguns "amigos de copo" do editor. Fui o primeiro a chegar, bombeiros estavam tentando tirar o corpo preso às pedras. Com o tempo a investigação chegou até o ponto inicial, a boate Regine's. A promoter da "boite de nuit" era a modelo Lauretta, de prestigio internacional, que tinha como uma das funções trazer pessoas de seu relacionamento para o Regine's. Era uma época em que os paraísos artificiais eram movidos à base de muita cocaína, um privilegio dos mais contemplados pela fortuna. A entrada maciça do "diabo ralado" ainda não havia acontecido, era um privilegio dos muito ricos. O "Caso Claudia Lessin" abalou as estruturas da maior e mais seleta casa noturna da cidade, a policia suspeitava da casa ser também um ponto de venda de drogas. Era necessário fazer alguma coisa, havia muito dinheiro envolvido, além do prestigio abalado, o Hotel era famoso em todo o mundo, pertencia também à companhia aérea Air France. Começou então a época de grandes atrações internacionais, para de novo fazer a noite do Regine's brilhar."


Na foto Cláudia Lessin Rodrigues assassinada em 1977 pelo empresário suíço Michel Frank, um milionário suíço-brasileiro supostamente envolvido com o tráfico de drogas. Acusado do crime, Michel fugiu para a Suíça, onde foi morto a tiros em 1989, sem nunca ter sido julgado. Segundo as investigações a noitada que acabou com a morte de Claudia começou no Regine´s.

Embora a morte de Cláudia Lessin tenha sido muito comentada na época, tal episódio não conseguiu ofuscar o brilho da boate e de sua dona.

Embora tenha se notabilizado por sua absoluta capacidade empresarial, a mesma também fez sucesso como atriz, cantora, escritora e etc.

Uma musica que muita gente andou escutando por aqui e nem imaginava que era da mesma foi a versão em francês da antológica I Will Survive. Regine fez a versão em francês com o nome Je Suvivrai, de 1979. Abaixo a capa do disco e o vídeo da musica.


A musica foi relançada em 2009 na coletânea Régine Duet´s.



https://youtu.be/jhFU16MEtR4


Uma vida devotada a arte e a noite.